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Mediação de Leitura – Um gosto compartilhado

Entre as atividades que me dão muito prazer está a de fazer mediação para Grupos de Leitura. Vejo esses encontros como exercício de empatia nos quais, além de entrar no universo dos autores e do personagens, podemos também conhecer outras visões, outras interpretações, sobre o mesmo material lido.

Tenho a sorte de colaborar para o Quartier des Arts, um grupo formado por pessoas apaixonadas por literatura, que se encontram para trocar experiências e dividir opiniões sobre obras diversas, sempre com um olhar crítico e a vontade de conquistar mais conhecimento.

A responsável por esse projeto é Rita Lobo, profissional da área de comunicação formada em Relações Públicas pela FAAP e Letras pela Université Nancy. Na sua visão, os encontros literários devem ter um conteúdo sólido, além de conduzir os participantes a descobrir suas afinidades em torno de uma mesma paixão.

Com pulso firme na organização e delicadeza na interação, Rita tem conseguido unidade e dinamismo nos encontros digitais e ao vivo. O resultado é um grupo atuante, engajado, que compartilha o prazer da leitura de forma intensa. Mas não é só isso. O Quartier des Arts também tem espaço para cinema, literatura clássica e artes plásticas, com colaboradores feras em cada uma das áreas. Vale a pena visitar o site (www.quartierdesarts.com.br) e conhecer mais da carreira de cada um desses profissionais. Muito bom estar entre eles!

Veja alguns livros que fizeram parte do repertório de leituras do Quartier:

Em Defesa de Jacob, de William Landay

As Avós, de Doris Lessing

Serena, de Ian Mc Ewan

Ódio, Amizade,Namoro, Amor,Casamento, de Alice Munro

A Festa da Insignificância, de Milan Kundera

A Solidão dos Números Primos, de Paolo Giordano

O Eterno Marido, de Fiódor Dostoievski.

Dois Irmãos, de Milton Hatoum

A Mulher que Escreveu a Bíblia, de Moacyr Scliar

Dom Casmurro, de Machado de Assis

Judas, de Amós Oz

O Arroz de Palma, de Francisco Azevedo

Minha Querida Sputnik, de Haruki Murakami

O Chamado do Anjo, de Guillaume Musso

A Marca Humana, de Philip Roth

As Montanhas de Buda, de Javier Moro

Amor, de Isabel Allende

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Palavra Criada no Colégio Henri Wallon – essa garotada só surpreende!

No dia 19 de novembro, um dia antes do meu aniversário, recebi um presentão: conversar cara a cara com a garotada do Colégio Henri Wallon, na Vila Mariana, em São Paulo. Graças à iniciativa das diretoras, Lourdes Alvarenga e Rosaly F. Bortolotto, e também do envolvimento da coordenadora pedagógica Thais Kolber, tivemos um encontro com o Fundamental II no qual pudemos discutir a origem das ideias para um projeto literário e a importância de “juntar as pecinhas” para construir histórias. Também tivemos uma sessão de perguntas e respostas sobre literatura. Deles para mim e vice-versa. Foi incrível! Fiquei muito bem impressionada com a qualidade dos questionamentos e também com a desenvoltura com que respondiam às minhas dúvidas. Pude também mostrar para eles um trechinho do meu livro “Socorro, estou sendo engolido” , vencedor do Concurso João de Barro 2014,  e adorei quando vi que eles se envolveram e comentaram.

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Outro ponto alto do nosso bate-papo se deu no final, quando a aluna Sofia Bianco Vitorino, em nome de todos os colegas, leu o texto que fez parte do livro Cores e Palavras, um projeto da escola que incentiva o desenho e a escrita. O conto, de temática emocionante e escrito com bastante técnica, mostrou o talento e a sensibilidade da jovem autora o que me deixou ainda mais esperançosa pela nova geração que se forma. Ah, tive a honra de participar desse livro fazendo a orelha e sou muito grata pela oportunidade!

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Para finalizar, posso dizer que a importância que a escola Henri Wallon dá às manifestações artísticas é muito inspiradora. É o que eu gostaria de ver, com o mesmo cuidado, em toda a rede de ensino de meu país. Só tenho a agradecer pelo exemplo e elogiar o carinho e a atenção com que tratam o que há de mais precioso: a imaginação das nossas crianças e adolescentes. Vamos nessa que vamos bem! :)

Por Adriana Calabró

Imagens: cortesia Colégio Henri Wallon

 

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Conhecendo uma cidade por meio das pessoas e das palavras

Visitar Pontes Gestal foi uma experiência transformadora para mim. Claro, era a primeira vez que eu fazia a Oficina Palavra Criada junto à rede pública de ensino no interior de São Paulo.  Quem me convidou foi o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Alimentícias de Pontes Gestal, na figura de seu presidente, Edivaldo Pereira, e quem me acolheu com todo o carinho foi a Silvia, diretora da escola Coronel Pontes Gestal, e todos os professores que estavam presentes.

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  • sorteio

Nós pudemos trocar e debater sobre temas importantes como o ato de escrever, a responsabilidade sobre o que produzimos e também sobre as infinitas possibilidades do processo criativo.  Foram duas aulas, uma no sábado, dia 7 e outra na segunda, dia 9 de novembro.  Cada turma teve uma dinâmica diferente e eu, como facilitadora, acredito que essa é a grande riqueza de trabalhar com pessoas. Os grupos se formam e, não por acaso, trazem uma oportunidade única de aprendizado.

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  • todos

Devo que confessar que o momento que mais gosto nas turmas é a hora em que posso conhecer o que eles produzem textualmente. Sempre fico muito impressionada e dessa vez não foi diferente. Os textos produzidos encantaram, emocionaram e também me fizeram conhecer mais sobre a personalidade de Pontes Gestal. Afinal, o que é uma cidade senão as pessoas que moram nela e as histórias que elas guardam em suas mentes e corações, não é?

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Professor João, autor de textos incríveis.
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A diretora da escola, sempre presente!

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Edivaldo Pereira, presidente do Stiapg, que fez o convite e tornou a Oficina possível.

Muito obrigada  e à escola Coronel Pontes Gestal  Foi muito bom estar com vocês!

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  • todos

Por Adriana Calabró

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Lazer&Cultura – gente do bem, gente que faz!

Conheci a Patricia de Godoy em um curso de Educação e na hora me encantei com a força e o carisma dela. Uma educadora vocacionada! Aí ela contou do grupo Lazer & Cultura e também me interessei. Essa foi a primeira festa de Natal do projeto em que estive presente, confirmando, in loco, a boa mistura que resulta da união de vontade, talento e organização. Adorei!  Teve show de palhaços, comidinhas gostosas, peça de teatro e presentes para todos. Ano que vem estarei no mesmo bat local, vendo os sorrisos dessas crianças e  desses jovens que sempre querem evoluir e aprender. Veja um pouco do clima do evento nas fotos!

palhaços

Palhaçada! É assim que se faz!

 

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Um dos participantes do projeto com os presentes e o Papai Noel.

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CNoite em Caravelas, Bahia

Paula Marina. Imagens vivenciadas

Paula Marina é uma fotógrafa que vive o mundo. E para quem tem essa profissão, é uma grande qualidade. Quem a vê em ação percebe que seu corpo inteiro está envolvido no momento da foto e seus contorcionismos acontecem de acordo com as curiosidades de seu olhar. Essa vontade de ver, e de viver,  faz com que seu trabalho seja autêntico, sem artificialismos, totalmente conectado com os valores mais verdadeiros da expressão artística.

Em uma das suas últimas exposições, a  Mostra Futebol BR, organizada pela Doc Galeria, a sua foto “Altinho”, que retratava o típico jogo carioca que tem como regra não deixar a bola cair na areia, mereceu destaque.  O que ninguém esperava era que o Washington Post faria uma matéria sobre a exposição/ocupação e uma das imagens selecionadas para a capa seria a que ela fez em Ipanema.

Mas não é só isso. Paula está comprometida com um trabalho autoral e tem encontrado em fotolivros e outras produções editoriais feitas de forma artesanal uma maneira de se expressar.  Impressas cuidadosamente como  fineart, sua fotos fazem sucesso para um público que quer trazer para a casa uma atmosfera de  alegria, mas sem qualquer superficialidade.

O site palavracriada.com.br tem algumas obras da Paula Marina na lojinha. Clique aqui e confira.

Por Adriana Calabró

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