Katy Perry

# papaiéfãdeKatyPerry

Por Marcos Calabró Orabona

Domingo à noite. Depois de um dia cheio, com esporte, caipirinha, pança cheia, e uma boa discussão familiar, fico sozinho na sala. Hoje não estou com disposição de ler nada. Cansado do lenga-lenga que tomou conta deste país. Crise, crise e crise. Hoje não.

Ligo a TV e, com o controle em punho para viajar em “zents” canais, coloco no Multishow para ver o Rock in Rio. Animação geral na equipe de produção. Titi, Didi, Dedé, todas ansiosos para o início da apresentação de Katy Perry, que parece será de arrombar. Katy quem?! Bem, para um pai de família chegando aos cinquenta, mesmo que antenado com a música tocada desde os sixties, achei estranha tanta excitação. Mas, deixo-me estar. Lembrei vagamente da molecada comentando sobre a cantora.

São onze da noite, o show começa. Pirotecnia e dança, como todos atualmente. Será mais uma cantora/atriz/modelo produzida por um gênio da criação do faz-de-conta? Mais um marqueteiro produtor de canções açucaradas para vender para os adolescentes?

Mais um João Santana da música? Deixo a crítica de lado e tento curtir. Depois de tudo que vejo neste país, com Cunhas e Renans da vida se aproveitando de suas posições para achincalhar a Nação, da sociedade assistindo ao leilão das instituições praticado pelo governo, da violência na porta de casa, da saúde sucateada, da educação moribunda, resolvo curtir a atração do festival sem pensar muito. Curiosidade.

Desligo a TV às 2 da matina. Embasbacado, energizado e feliz. Estado de torpor? Alegria efêmera? Não. Vejo com meus olhos uma apresentação muito bacana – para usar um termo da década de setenta. Com muita animação, sorriso no rosto, respeito ao público, boas músicas dançantes e ótima produção, viro fã de carteirinha da moça. Deu para sentir o quanto ela é inspirada pela centelha divina de se fazer o que ama. Pesquiso tudo sobre a artista na internet. Tem até descendência lusa por parte de mãe. Aquelas perninhas e tornozelos grossos não me enganavam. Já troquei ideias com as primas dos meus filhos que amam a Katy. Próximo show estarei lá com peruca azul e roupa colorida.

 

Marcos Calabró Orabona se formou em Odontologia, em Direito e, de forma diletante, na FETE (Faculdade dos que Entendem Tudo de Esportes).   Ainda tenta entender os gostos dos filhos, e de vez em quando, se surpreende positivamente. 

Palavra Criada cita a fonte da imagem: a foto da gravata foi encontrada em um site de compras de produtos criativos (é bem legal!). Divulgo aqui o link. Se houver algum problema é só dizer que a gente tira. 

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