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Primeiro livro da série Benjamin Ross reúne fantasia, mistério e ação

Por Lais Barros Martins

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Foram seis anos de trabalho até concluir as mais de 800 páginas de uma história que traz um novo olhar ao eterno embate entre Luz e Sombras. Escrito por Kalil & Basker, o livro de ficção Benjamin Ross e o Bracelete de Tonåring tem na trama espíritos, alquimia, mistério e muita fantasia. Primeiro livro da saga que deve ainda contar com quatro outros volumes, já em produção.

A história se passa em uma vila da Inglaterra dos anos 1980 e traz os personagens da família Ross (Richard, Jasper e sua esposa Emily), as misteriosas Arianna King e Elizabeht Tate, espíritos Aliados vindos de colônias distantes, que se reúnem na batalha final “quando alguns segredos da Profecia, ponto-chave da trama, virão à tona”, revelam os autores.

 

SOBRE OS AUTORES

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Nuria Basker

Pseudônimo de Adriana Calabró, jornalista, escritora e roteirista premiada nas áreas de comunicação (Best of Bates International, Clube de Criação) e literatura (Selo Puc/Unesco Melhores livros de 2017, ProAc – bolsa de literatura, Prêmio Off-Flip – finalista, Prêmio João de Barro – 1º lugar,  Prêmio Paulo Leminski – finalista, Prêmio Salão de Humor – finalista microconto) e cinema (Festival Nanometragem de Cinema – finalista). Idealizou e atua como facilitadora da Oficina de Escrita Palavra Criada, desenvolve projetos de Coaching de escrita para grupos e empresas. www.palavracriada.com.br @palavra-criada

José Eduardo Kalil

Também conhecido como ZEK, é administrador de empresas, cantor e escritor. Atualmente fazendo especialização em  música, em Los Angeles. Embora já use as palavras para suas composições musicais, Benjamin Ross e o Bracelete de Tonåring é seu primeiro projeto de romance literário. @ZEK_sounds

 

CRIANDO UNIVERSOS IMAGINÁRIOS

A parceria literária para criar um livro de ficção entre dois autores de gerações e estilos diferentes acabou se tornando uma saga na vida real. O jovem José Eduardo Kalil mostrou o projeto a Nuria Basker, pseudônimo da escritora Adriana Calabró, e foi prontamente acolhido por ela. “O Kalil é muito criativo e obstinado, além de escrever bem. Adorei a sinopse logo de cara. Quando ele me convidou para participar do projeto como coautora, eu vibrei”, diz Basker. O fato de ter em seu currículo livros de outros estilos não foi uma barreira para a premiada escritora. “Eu adoro inventar realidades, e aqui eu poderia até envolver pessoas mortas e uma linhagem de mulheres alquimistas. Como negar o desafio?”. Para Kalil, “a experiência de escrever com a Nuria – uma escritora que consegue mesclar muito bem a técnica e a subjetividade dos sentimentos que preenchem as entrelinhas – foi uma grande lição, que vou levar para o resto da vida.” Embora a editora Laranja Original se destaque pela publicação de poesia e outros gêneros literários, resolveu apostar na dupla: “Estamos mais acostumados a publicar poesia, crônicas e contos, mas resolvemos aproveitar esta oportunidade de oferecer uma saga cheia de mistério aos nossos leitores, na certeza de que se trata de um excelente trabalho”, diz o editor Filipe Moreau.

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SOBRE A EDITORA

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A editora Laranja Original destaca-se pela publicação de poesia, mas traz em seu catálogo outros gêneros de ficção literária, traduções, trabalhos jornalísticos, acadêmicos, de artes plásticas, música, ilustração, fotografia – e já são mais de 45 títulos publicados. Cada projeto recebe extrema dedicação, com o investimento em equipes competentes para trabalhar os originais e lançar materiais de qualidade, em forma e conteúdo.

 

Imprensa

Laís Barros Martins

lbm.laisbarrosmartins@gmail.com

(11) 96831.6356

 

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A conversa que eu não preciso ter com você

Você chega, passa por mim, se esparrama no sofá. Eu só levanto o olho e uma parte da sobrancelha e continuo digitando. O que tem acontecido por causa do tal sistema Home Office é que eu nunca paro de trabalhar. Assim como todos os dias, você não me dá um beijo, nem um abraço e, se abre a boca, é para que escapem uma ou duas palavras. Se forem perguntas, eu respondo. Se forem comentários, eu escuto. Se eu quiser falar algo, eu falo. Mas raramente quero.

Eu pego um copo d’água e te ofereço outro. Você aceita.

E aquela conversa, aquela conversa que os outros dizem que é importante, que os padrões de comportamento dizem que é necessária, que as pesquisas mostram como efetiva para a saúde da relação, fica para mais tarde.  Ou para nunca. Porque a conversa, seja qual for, realmente não preciso ter com você. O que eu tenho com você não é para ser conversado. Não tem argumento, não tem perguntas e respostas, não tem utilidade, não tem começo,  nem meio-termo, nem finalmente.  Eu realmente não preciso, nem quero,  ter uma conversa com você.

Isso não quer dizer que não temos assunto. Tudo está sendo dito em cada movimento e sei bem que é depois do copo d’água que você vem me dar um beijo, o primeiro deles. Confessa então o dia difícil. Suspira. E me abraça.  Depois é mais silêncio,  lábios selados com selinhos e pronto: continuamos não conversando.  Os vizinhos agradecem. Aliás, se não fosse a música, às vezes alta, quase não existiríamos. Se há gritos, são internos, e só dizem respeito aos nossos mundos particulares. Nossas individualidades. Com você eu não quero palavras, quero presença. A sua presença no sofá, tomando água, deixando escapar uma ou duas palavras. É isso que conta. E mais: com a sua presença você acolhe meus gritos internos, mostra que tem audição supersônica. Eu tento fazer o mesmo.

Que os faladores continuem, que a os relacionamentos sejam discutidos, as notícias comentadas, que as palavras corram soltas como os retardatários da São Silvestre, excessivas como os laços de floricultura. Eu e você vamos ficar aqui, tácitos, na varanda ou na sala, quem sabe selecionando os anacrônicos CDs. Com um olhar você aprova, com um gesto eu escolho, e assim a gente decide o que vai e o que fica.

Reparou que de um jeito ou de outro, estamos conversados?

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Por Adriana Calabró

 

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